O processo mnemônico, suporte dos relatos testemunhais, pode sofrer influências internas e externas, e não é tão objetivo como se almeja num interrogatório. Dessa forma, a verdade do inquérito, encaixes de partes que se ajustam, pode ser repensada se analisadas as implicações da memória nos depoimentos orais.
Trinta e seis voluntários reunidos numa sala atenderam ao chamado para participar de uma pesquisa sobre Justiça. Nada sabem do que, efetivamente, se trata a investigação científica. Atores infiltrados, espalhados pela sala, começam a encenar uma briga. Uma mulher discute com a outra, depois uma confusão generalizada se instala, quando um homem xinga o outro, que chega a empurrá-lo. São pessoas de fenótipos variados e que, propositalmente, usam roupas de cores diferentes, como forma de marcar uma possível identificação dos envolvidos na discussão. O que aconteceria se colhêssemos o testemunho dos voluntários na tentativa de reconstituir o que aconteceu? Haveria diferença no teor dos relatos do grupo interrogado segundo técnicas invasivas de coleta de provas em relação ao grupo que foi interrogado conforme propõe a Entrevista Cognitiva?
Este estudo interdisciplinar teórico e empírico é uma alternativa às técnicas tradicionais de interpretação da Doutrina Jurídica. Trata-se de uma tentativa de se substituir o determinismo dogmático impregnado no processo penal pela análise conjunta dos fatores psicológicos, individuais, sociais e culturais.
 

O testemunho e as distorções da memória

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  • Catarina Gordiano Paes Henriques

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