A ousadia de trazer a tona os escombros das relações familiares no contexto de violência doméstica, em uma dissertação de mestrado, ao desmistificar os estigmas de vítima e de agressor foi relevante para mostrar outro olhar: o da violência psicológica no qual o homem é a vítima. A violência jamais será defendida, contudo antes de se julgar pelas aparências físicas, com precoces juízos de valor e de sentenças morais, necessário ouvir os envolvidos afinal a preservação da dignidade humana e da integridade física, mental e emocional é direito a todos assegurado. Tendo em vista os dispositivos à época disponibilizados para o enfrentamento de tais conflitos familiares e os resultados obtidos, não raro, com o foco direcionado a apenas um dos lados, a balança do equilíbrio restava torta. Assim a mediação, até então um mero rascunho alternativo, mostrava-se uma ferramenta adequada a equiparar os direitos dos envolvidos, ao restabelecer o diálogo e ao dar voz e vez a quem antes era apenas objeto de pré-julgamentos e de condenações morais e sociais.

Maria da Penha ao inverso

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  • Sylvana LimaTeixeira

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