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O discurso silenciado acaba circulando por meios invisíveis ao Estado, minando sua legitimidade e levando a uma mobilização subterrânea que, não raramente, ameaça a própria existência do poder. A violência que se queria combater proibindo-se alguns discursos acaba por se tornar ubíqua, e, portanto, impossível de ser combatida. Somente aquilo que se apresenta publicamente pode também ser publicamente combatido, de modo a se produzir a catarse que leva ao repúdio público do que deve ser negado. Não se trata, portanto, de dizer que os discursos odiosos não sejam ruins e abomináveis e, muito menos, que não devam ser combatidos. Trata-se de reconhecer que discursos intolerantes, sexista, racistas, xenofóbicos, fundamentalistas religiosos e até especistas só podem ser combatidos na esfera pública. A essa altura, o leitor já deve ter percebido que, como avisei páginas acima, o trabalho de Assaf não é como outros, que sob a aparência de defenderem a liberdade de expressão, acabam defendendo a sua limitação, lobos em peles de cordeiros.

Liberdade de expressão e discurso de ódio - Matheus Assaf

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