O agir direto, sem mediação, praticado por um coletivo de pessoas que se move com um propósito político comum é abordado neste livro, a partir do confronto entre duas perspectivas antitéticas. A primeira delas, a de Carl Schmitt (1888-1985), concebe este agir com base em seu conceito de aclamação, fruto imediato de um povo dotado de consciência política, em situação de recíproco reconhecimento, que unido expressa seu grito de aprovação ou de recusa. E a segunda, a de David Graeber (1961-), concede à ação direta seu sentido estrito de ativismo, graças ao qual, o Estado é confrontado diretamente, sem, no entanto, ser reconhecido, em sua soberania. São pessoas que agem como se já fossem livres, fazendo desta ação um modelo para a mudança que desejam realizar. Por expressarem a dialética entre autoridade e anarquia, por serem antagônicas na maneira de comporem a relação que o agir direto pode ter com violência e democracia, estas duas vias são utilizadas para interpretar junho de 2013, em sua onda massiva de manifestações ocorridas nas principais cidades do país.

Junho de 2013: agir direto, violência e democracia

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