O Brasil se configura juridicamente como um Estado Democrático de Direito, na prática, porém, se apresenta como uma sociedade recortada por desigualdades sociais, entre elas destacam-se as opressões racistas e sexistas. Forjada em uma matriz patriarcal e colonialista, a sociedade brasileira se constitui em um sistema de relações sociais sexistas, que legitimam a superioridade masculina em face da mulher, e racistas, que sob o manto de uma falsa democracia racial, cria padrões de valores culturais, nos quais a raça negra é inferiorizada e estigmatizada. Na interseccionalidade entre os marcadores sociais de gênero e raça, a mulher negra é duplamente vitimizada. Essas injustiças causam tensões e conflitos sociais e impulsionam a ação coletiva na luta por reconhecimento. Visando compreender esse caminho de luta, este livro se constitui em três capítulos: o primeiro discorre sobre a luta das mulheres negras ao longo das ondas do movimento feminista, enfatizando os conflitos e as conquistas de direitos alcançadas; o segundo capítulo discorre sobre o racismo no Brasil e o ativismo do movimento negro, ressaltando a participação das mulheres negras nessa trajetória; por fim o terceiro capítulo analisa a constituição e o ativismo do feminismo negro no Brasil, bem como a sua luta pela efetivação das três esferas do reconhecimento da teoria de Axel Honneth: Amor, Direito e Solidariedade, dimensões imprescindíveis para a construção de uma sociedade mais digna, justa e igual.

Feminismo Negro: luta por reconhecimento da mulher negra no Brasil

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  • Ceila Sales de Almeida 

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