Este trabalho de pesquisa tem por objetivo principal realizar um estudo comparativo da tradução do blog Armiejski Dziońnik Franaka Viačorki (2009) para o filme Žyvie Bielaruś! (2012). A narrativa de ambas as obras se passa em Belarus, ex-república soviética desde 1994 governada pelo ditador Aliaksandr Lukašenka, cuja agressiva política de russificação e
perseguição a opositores atinge diretamente o ativista e estudante de jornalismo Franak Viačorka, que escreveu o blog durante o período que serviu ao exército na zona de Chernobyl, após ser expulso da faculdade, como punição por participar de manifestações contra o governo. O filme foi produzido na Polônia e proibido em Belarus. Com o aporte teórico de Roman Jakobson, no campo da Tradução Intersemiótica, Rosemary Arrojo, da
Tradução Interlingual, Gilles Deleuze e Michel Foucault, para a discussão em torno da política e autoritarismo presentes nas narrativas, bem como autores belarussos como Uladzimier Arloŭ e Hienadź Sahanovič, que oferecem olhares internos da história e cultura belarussas, dentre vários outros nomes, este trabalho visa refletir sobre o papel da tradução como instrumento de resistência política em um mundo onde as mídias estão cada vez mais conectadas.

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