Neste livro, não pretendo elaborar, em hipótese alguma, uma releitura do pensamento ético-político de Aristóteles, porque fugiria do propósito deste trabalho; o que importa, contudo, deste pensador, é explorar as formulações que elaborou na esfera ético-política e, particularmente, sua ideia de justo distributivo, muito embora o pensamento grego antigo, de um modo geral, não tenha separado a área jurídica da ética e da política. Todavia, mutatis mutandis, percebo que Aristóteles ensaia reflexões profundas nos seus livros Ética a Nicômaco (EN.) e Política (Pol.) sobre o pensamento jurídico, mais tarde desenvolvido pelos romanos, separadamente, em virtude de outras condições históricas e as exigências políticas e econômicas próprias do expansionismo militar de Roma, resultado dos seus múltiplos interesses. As incursões investigativas de Aristóteles sobre a área do Direito devem-se ao avanço da pesquisa “jurídica” efetuada pelo filósofo em razão do desenvolvimento econômico das Cidades gregas em geral e, sobretudo, da complexa vida institucional ateniense que lhe serviu de laboratório científico-filosófico, embora Aristóteles não tenha elaborado uma Ciência do Direito tal qual fez com a Ciência Política, por serem as investigações políticas, epistemologicamente, o núcleo analítico de tudo o que diz respeito ao universo social, tanto assim que o termo ‘conhecimento prático’ - práxis-πράξις -  preocupa-se com o campo das ações humanas no quotidiano

A ideia de justo distributivo no pensamento de Aristóteles

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  • Wellington Trotta

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